Minha linha da vida
... “Dia 04 de junho de 1991...”, não me lembro - claro -, mas acho que foi em uma terça - feira á noite. Naquele dia nascia um menino, que por sinal, muito bonito; olhos azuis, corpão... É... Já pesava quase cinco quilos. Nascido de cesariana, no hospital Tide Setubal em São Miguel Paulista, bairro onde resido até hoje. Mas até então, a mãe desse menino não tinha um nome em mente; na verdade não tinha um nome ao certo para por em seu filho; estavam oscilando entre três nomes. Do terceiro não me recordo, mas os outros permanecem até hoje. Assim surgiu Antony William Cosme de Souza, este que vos fala...
Morei o começo da minha vida com minha mãe e minha irmã.
Cresci na casa dos meus avós maternos, onde no mesmo quintal haviam várias outras casas. Sendo meu avô o dono das casas, uma delas era da minha mãe; por isso, sempre morei com minha mãe, e, ao mesmo tempo, cresci na casa dos meus avós.
Nunca morei com meu pai; hoje o conheço, mas ele foi ausente na minha infância. Ausência essa suprida por minha mãe, meus avós, minha irmã, tios, tias, primos, primas... Nunca fui só, felizmente.
Aos 4 ou 5 anos de idade, minha mãe encontrou uma pessoa, que hoje é meu padrasto, e mais ou menos na mesma época, minha irmã também se envolveu. E aos 13 anos de idade ela começou a namorar. O que ninguém sabia é que o namorado dela havia contraído o vírus do HIV onde acabou passando o mesmo para minha irmã.
‘Não podemos prever o que acontecerá no futuro, lembrando que, o futuro é aquele milésimo de segundo á nossa frente, que quando menos se espera já é presente, e o consolo é que logo após vira passado... ’
Logo após o falecimento dela, fomos morar com meu padrasto. Esqueci de mencionar que antes deste episódio minha mãe engravidou e nove meses depois ganhei um irmão. – Ai de mim se ele descobrir que o esqueci...
Em meio a isso tudo, minha mãe começou a freqüentar a igreja. E, como eu sempre estava com ela, comecei a ir junto. Isso ajudou a consolar minha mãe do que antes houvera ocorrido em nossas vidas; mas para mim, era apenas mais um lugar para onde ir. Até que um dia comecei a conversar com os músicos da igreja.
Pronto, já comecei a me sentir poderoso...
É que em muitas igrejas, os músicos são descolados, separados; a “nata” dos grupos de mocidade.
Com isso comecei a me interessar por música. Comecei a aprender violão, não parei mais, veio guitarra, baixo, teclado, bateria... Isso aos dez anos de idade...
Daí pra frente surgiram vários compromissos, aprendi a ser compromissado no âmbito de só apenas se compromissar com aquilo que você possa dar conta. Essa é minha vida hoje:
Moro com minha mãe, meu padrasto e meu irmão. Faço shows, gravo CDs, DVDs, e é isso que gosto de fazer; encaro profissão com Hobby e vice-versa. Faço curso no SENAC e pretendo concluí-lo com êxito; podendo, mais tarde, começar outro no mesmo local. Sou evangélico até hoje, desde os 5 anos, aprendi muitas coisas na igreja, pretendo continuar lá, pois reconheço que ainda tenho muito á aprender.
Daqui pra frente: Desejo fazer faculdade (s), na área de informática, ou até mesmo, porque não, empreendedorismo, pois sei que sou capaz.
Conseguir um ótimo emprego, para que possa conquistar minha casa própria, meu automóvel, tudo do que necessito.
Quem sabe abrir minha própria empresa.
Casar, claro, o que é do homem sem amar ou ser amado; ter filhos- não mais que o necessário também.
Claro que isso é só o básico do que quero para o meu futuro. Tenho muita autoconfiança e pouco tempo para tomar decisões importantes; decisões estas que poderão mudar o curso da minha vida; mas não me desviar de meus objetivos.
Por: Antony Wilian
Postado por: Verônica Fonseca
segunda-feira, 13 de julho de 2009
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