terça-feira, 18 de agosto de 2009

Vendedora tem de provar que está viva em Joinville

Juliana Amaral descobriu que estava morta ao sacar seguro-desemprego.Ela é casada, tem 31 anos, duas filhas e agora não consegue pagar contas.
Glauco Araújo Do G1, em São Paulo*
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Juliana Gonçalves do Amaral tem de provar que está viva, desde 3 de julho deste ano, para retirar o seguro-desemprego (Foto: Rogério da Silva/A Notícia/Ag.RBS)
A vendedora Juliana Gonçalves Amaral, 31 anos, tenta provar, desde 3 de julho deste ano, que está viva, em Joinville (SC). Ela descobriu que era dada como morta quando tentou sacar a primeira parcela do seguro-desemprego. O pedido do benefício estava cancelado pelo motivo de "morte", como aparece no extrato da Caixa.

Desempregada e sem poder sacar o valor do seguro-desemprego, Juliana disse que está tendo dificuldade de honrar os compromissos financeiros assumidos durante o período em que estava empregada.

Ela é casada, tem duas filhas, de 11 meses (Nathália) e de 6 anos (Stella). "O meu maior problema agora não é nem estar morta para o Ministério do Trabalho, porque sei que estou viva. A dificuldade mesmo é conseguir pagar as contas que estão vencendo."


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Juliana disse ao G1 que tinha feito um planejamento financeiro durante o período em que estivesse sem emprego para conseguir sustentar a família com o marido, o operador de produção, Adriano Gonçalves do Amaral, 34 anos. "Imagine se meu marido não estivesse trabalhando e eu dependesse exclusivamente do benefício, como ficaria minha família?"

Na documentação da vendedora aparece a descrição de que o pedido da beneficiária não foi atendido por "falecimento do segurado". Juliana disse que se sentiu impotente. "Temia que tivesse sido vítima de algum golpe e que outra pessoa estivesse sacando o meu dinheiro. Fiquei assustada." Ela informou que procurou a regional de Joinville do Ministério do Trabalho e Emprego para tentar solucionar o problema. "Fiz uma declaração de próprio punho declarando que estou viva, mas de nada adiantou ainda. Estou desempregada desde maio deste ano e esperei os 45 dias de praxe para retirar a primeira parcela do seguro-desemprego e até agora nada."

Outro lado A gerente do Ministério do Trabalho e Emprego em Joinville, Eliane Mendes, disse à reportagem do jornal "A Notícia", que entende que o problema pode estar em um erro de digitação no momento de fazer o cadastro no PIS. É provável, segundo ela, que o problema tenha surgido no antigo emprego de Juliana. Para o INSS, a joinvilense terá que fazer um recurso e encaminhá-lo para Brasília. O processo burocrático demora de 30 a 120 dias para ser concluído.
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL1271007-5598,00.html
por :Gisella Oliveira
postado por: Marina de Souza

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